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Categoria: Utilidades

Solidão da Mulher Negra na Fantasia e Ficção Científica

Solidão da Mulher Negra na Fantasia e Ficção Científica

Dia 25 de julho é o Dia Internacional da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha. Sendo eu mesma enquadrada nessa categoria, não queria deixar essa data passar em branco, mas não poderia falar sobre qualquer coisa já que o Usina de Universos é sobre, principalmente, fantasia e ficção científica.

Fonte: https://www.geledes.org.br/hoje-na-historia-25-de-julho-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha/#gs.vh4hxxU

Pensei em fazer um post falando de autoras negras nos gêneros de interesse e me deparei com um probleminha… Tem pouquíssimas. E os nomes que mais apareciam no Google eu já tinha falado sobre aqui, e nenhum deles era de mulheres latinoamericanas.

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Ferramentas de Escrita (Que Não Custam Um Rim)

Ferramentas de Escrita (Que Não Custam Um Rim)

Qualquer escritor que esteja há algum tempo na arte, deve ter ouvido falar do tal Scrivener, um software de escrita com ferramentas que permitem a construção de outlines, organização da obra em cenas e capítulos de maneira intuitiva, adição de fotos e etc, tudo isso num só lugar. Da última vez que chequei no site, é possível obter tal programa pela bagatela de 40 dólares.

Não sei os leitores do Usina, mas esta autora que vos fala não tem condições nem a intenção de gastar essa quantia, pois além de ter renda mensal modesta, até agora consegui me virar bem sem comprar softwares de preço elevado. Vou abrir o disclaimer e dizer que, sim, as pessoas por trás desses softwares devem ser recompensadas justamente por isso, e não é por desprezo ao trabalho delas que não adquiro seus produtos. É mais a falta de dinheiro mesmo.

Que softwares uso eu, então? Não foi bem minha intenção quando criei o post, mas já mencionei um deles muito tempo atrás. Sobre os outros, aqui vai uma listinha compreensiva dos meus apetrechos cibernéticos.

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E-readers: valem a pena?

E-readers: valem a pena?

Leitores digitais para e-books como o Kindle e o Kobo não são nenhuma novidade. A Amazon lançou seu primeiro e-reader nos Estados Unidos em 2007; a partir daí, seguiu-se um frisson no mercado editorial. Como lidar com a presença dos e-readers e e-books concorrendo com os livros físicos? O que aconteceria em 2, 3, 10 anos com o mercado livreiro?

As previsões mais pessimistas certamente não se realizaram. No Brasil, a ameaça maior às livrarias está longe de ser os e-books e gadgets para leitura. Muita gente ainda prefere, ferrenhamente, os livros físicos. Uma tela não substitui a textura e o cheiro das páginas, a sensação boa de ver a estante cheia, entre outras vantagens que qualquer leitor regular já deve conhecer. Apesar disso, vale a pena adquirir um e-reader, se possível? Desde já adianto: vale sim!

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Binti e As Novas Fronteiras da Ficção Científica

Binti e As Novas Fronteiras da Ficção Científica

No finalzinho do mês passado, em minha quest atrás de livros mais diversos para ler, esbarrei em Binti, de Nnedi Okorafor, novela de ficção científica publicada pela Tor em setembro de 2015. Não foi traduzida para o português, mas a edição original (inglês, formato e-book) pode ser obtida na Amazon.

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Crônicas de Uma Worldbuilder – Parte 1 de ?

Crônicas de Uma Worldbuilder – Parte 1 de ?

Seção nova no Usina, desta vez falando de uma das coisas mais gostosas e  desesperadoras de fazer ao escrever uma história de fantasia e FC: criar o universo. Para fazer as honras e abrir as Crônicas de uma Worldbuilder, essa primeira parte se dedica ao passo inicial do processo, a formulação do conceito.

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Frankenstein e As Teorias Datadas da Ciência

Frankenstein e As Teorias Datadas da Ciência

Há alguns meses atrás, li Frankenstein, de Mary Shelley, em minha saga de ler os clássicos da ficção científica. A maioria dos que leram esse livro devem saber que ela se inspirou no galvanismo, teoria da época que originou a eletrofisiologia. As utilizações das descobertas de Galvani foram extrapoladas para a ressuscitação de cadáveres usando eletricidade, e foi essa extrapolação fora do comum que Shelley usou como ponto central de sua trama.

A história das ciências – assim como o presente – está cheia de teorias similares. Algumas erradas por completo, outras nem tanto, mas todas possuem implicações no mínimo peculiares. Assim como Shelley, lanço mão dessas peculiaridades científicas como fonte de inspiração. Portanto, decidi compilar algumas das minhas teorias preferidas até essa data. 

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A Mulher Objeto

A Mulher Objeto

Prometi em um post anterior abordar um pouco sobre o que me incomodou na série de games Mass Effect, vou fazer isso e um pouco mais: abordar também a representação do gênero feminino na fantasia e na ficção científica, visivelmente dominadas por homens, o que acaba interferindo na maneira como as mulheres são representadas (se elas são representadas) nesses gêneros.

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Games e Construção de Cenários

Games e Construção de Cenários

Por meio desta, venho confessar que não leio fantasia e ficção científica tanto quanto deveria, para alguém que escreve nesses gêneros. Minhas preferências de leitura estão mais voltadas para crime, thrillers psicológicos e não-ficção.

Acabei contornando a situação ao entrar em contato com fantasia e ficção científica não pelos livros, mas por meio de jogos. Embora games não ajudem tanto na questão de linguagem, e também não abordem nenhum tema muito profundo, eles não deixam a desejar na mais parte mais criativa da escrita, a de criação de conceitos básicos, personagens e cenários.

Focando em cenários, compilei uma lista dos meus jogos favoritos quanto à essa questão. Todos são populares, e para os escritores de fantasia e ficção científica aí afora que não costumam jogar, os que estão nessa lista são um ótimo lugar para começar.

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Mais do Mesmo: Eurocentrismo na Fantasia Medieval

Mais do Mesmo: Eurocentrismo na Fantasia Medieval

Pouco tempo atrás, eu finalizei um jogo desenvolvido pela BioWare e LTI Gray Matter, chamado Jade Empire. Lançado em 2005, é um jogo mais antigo, com uma mecânica semelhante ao primeiro The Witcher, que estreou logo depois.

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Capa de Jade Empire

Jade Empire se passa em um universo fantástico baseado de maneira forte na antiga China e sua mitologia; o único europeu que aparece na história é um explorador que é uma clara chacota aos dominadores europeus das grandes navegações. Foi uma experiência fantástica e refrescante ver uma história medieval ser baseada em uma cultura não tão explorada assim.

O que me levou a pensar sobre o eurocentrismo em gêneros fantásticos, em especial a fantasia medieval. Há uma repetição muito grande de enredos, arquétipos de personagens e conflitos, pois todos se passam em um cenário baseado em uma mesma localidade, nos mesmos séculos, mesma tecnologia e mesma concepção de magia. Pior de tudo, abordados sob ópticas semelhantes.

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Opressão e Discriminação em Ficção Fantástica

Opressão e Discriminação em Ficção Fantástica

Puxando a sardinha mais para o lado da mecânica da arte de escrever, um dos elementos que estão quase sempre presentes em meus contos e ideias para romance é a opressão e discriminação de certos grupos. Independente do nível de realismo da história, a opressão é algo real. Se alguém escreve sobre ela, é muito difícil, tendendo ao impossível, que esteja escrevendo algo que seja alheio à experiência de minorias discriminadas e oprimidas.

Esse tópico é complicado de se abordar, pois todo escritor bem intencionado não vai querer produzir algo que possa ofender alguém, ou quem sabe validar certas “lógicas” que prejudicam pessoas de carne e osso.

Deixo aqui o aviso de que eu não acredito que escritores tenham a obrigação de falar sobre isso, se eles não se sentem confortáveis abordando o tema, ou se não tem informações suficientes para desenvolver sua história. É um assunto denso, pesado. Devido às minhas preferências pessoais, como leitora e escritora, me cai bem escrever sobre, mas não é para todo mundo.

E para os que desejam incluir em suas histórias essa temática, fiz algumas observações sobre como trabalhar com isso.

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